terça-feira, 26 de abril de 2011

Inferno astral

Eu desisto, entrego de vez toda a minha esperança para que algo entre nós duas possa mudar. Voltamos da viagem no domingo e nem durou 24hs o clima de felicidade. Não suporto mais viver meus dias ao lado de alguém que está sempre se esforçando pra dar o pior de si, como posso acreditar que ELA quer realmente mudar se a ladainha é sempre as mesmas?! Chega de tanta queixa, tanta reclamação, não é possível que uma pessoa consiga ver numa mesma imagem onde todas as outras percebem felicidade, momentos prazerosos e divertidos, somente ironia, pessimismo e mentiras.
Estamos todos os dias andando em círculos e parece que ELA não percebe que isso não nos tira do lugar. Se quer ficar brincando de fantasiar um mundo onde não precisa fazer esforço e tudo dará certo assim mesmo ou onde um amor não precisa ser regado por ambos e basta apenas que o outro aguarde o momento dela desejar viver uma relação de carinho, que seja assim, para ELA porque não é assim pra mim. Não sei viver num mundo de sonhos se não estiver todos os dias alimentando para que se transforme em realidade, não aceito mais as crises de frustrações dELA de que algum projeto não saiu como esperava se não vi ela batalhando por isso, chega de passar a mão na cabecinha e ficar se lamentando.
Passamos quatro dias pisando em ovos para não chatear a "princesa", meu irmão e minha cunhada completamente sem compreender porque qualquer coisa tirava ela do sério ainda tendo que assistir a crise de uma mulher de quarenta anos falando que se não fosse como ela queria iria voltar pra casa... O que é isso?
Achei que indo para um lugar sem lembranças ruins nós poderíamos esquecer um pouco toda a tristeza que vem sendo a companheira da nossa relação, acreditei de verdade nisso. Lógico que foi uma bobagem sem tamanho, ELA é bem diferente de mim nesse quesito, enquanto alguém faz qualquer coisa de ruim para mim e basta um olhar mais doce estou anulando todos os problemas e voltando ao ponto antes da briga, ELA não sabe esquecer qualquer discussão pelo contrário, deleta arquivos importantes pra ter espaço para mais uma lembracinha ruim que seja. Me surpreendi com essa personalidade dELA, a dois anos atrás quando nos conhecemos ela parecia ser a mulher mais confiante que conheci, quando conversávamos sobre situações do passado ELA relatava momentos difíceis com algumas exs mas depois era de uma maturidade linda ao descrever que já havia passado e que o sentimento de querer bem existia sob um novo olhar... Na real nunca vi isso acontecer, sempre cobrou situações de anos ou meses atrás, não aceitava qualquer opinião minha a respeito da nossa dificuldade e exigia de mim posturas que não são traços meus. Fui cobrada por comportamentos ou situações semelhantes que havia vivido em são paulo, brasília, rio de janeiro... como se colecionasse experiências e nada poderia se repetir, mas não compartilhando os resultados ou dividindo aprendizado. Tentei fazer o que sabia fazer, cuidei no momento que estava frágil mas não é justo que esse momento dure uma eternidade e principalmente que só tenha força para levantar e fazer algo que seja divertido pra si, quantas vezes cheguei do trabalho e ela estava no computador jogando second life e toda as roupas dela ainda na mala, o material de trabalho encaixotado e eu tentando anima-la para desmontarmos tudo juntas enquanto desligava o pc e corria para a cama reclamando de dores?!
Cada uma sabe o que precisou suportar nessa relação e o que valeu ou não a pena... Só espero que ELA saiba onde realmente senti que poderia ter um outro comportamento, que não fique mais uma vez camuflando a realidade e criando uma saída baseada em fatos irreais pra justificar mais um relacionamento que não deu certo. Não aceito ser mais uma foto nos arquivos de exs dELA que guarda com tanta devoção, fotos de momentos que ELA diz que precisa lembrar e por isso não se desfaz quando na verdade não consegue é focar seu ponto na situação presente e dedica energia a resolver dores do passado.

terça-feira, 12 de abril de 2011

pura reflexão...

"Queria que você cuida-se de mim como uma companheira, não como mãe. Isso é brochante" Essa foi a frase que ELA me disse hoje, pois bem, fazer o que quando a outra pessoa tem toda razão? Quando consigo parar e analisar os meus comportamentos durante esses 2 anos vejo que em boa parte do tempo fui protegendo ELA como a um bebê. Acolhi de todas as experiências difíceis que poderia lhe acontecer, fiz cobranças como se tivesse que orientá-la para a vida, quis que terminasse o curso, le-se mais, ficasse menos na internet, dormisse nos horários certos, lembra-se do remédio de diabetes... Enfim, exagerei!!!
Quando penso em tudo isso acho que no fundo eu é quem gostaria de ter alguém que cuidasse um pouco de mim e me fizesse dengos, me tratasse com esse cuidado meloso... Não faço por dominação, até porque não tenho pretensão de aprisionar ninguém, fiz ((ou faço)) porque me preocupo demais com os outros, sempre tive isso em mim. Quando me perguntam por que me afastei da maioria das amizades de adolescente a principal razão é essa, não sei qual a medida do cuidar. Do grupo de amigas sempre fui aquela que bastava a coisa apertar e surgia para apagar o incêndio, a que ficava ao lado ouvindo todas as mágoas, enxugando as lágrimas e tendo ((uma necessidade interna minha)) que descobrir como resolver os problemas alheios. Então para a minha saúde mental deixei tudo de lado e fui cuidar de mim, parei de socorrer feito ambulância, não atendia aos chamados e de repente os amigos sumiram. Por um tempo deprimi bastante, pois não esperava uma atitude dessas, mas depois acabei esquecendo como era viver cercada de gente e com mais um tempinho nasceu o FILHOTE e saciou o meu desejo de cuidar de alguém.
Ou seja, nunca aprendi a dosar isso em mim. Nas relações cuido, cuido e cuido até o momento em que me vejo cansada desse papel e quero pular fora. Daí a culpa da falência era porque a outra pessoa não tinha atitude, não se virava sozinho e sugava demais de mim... Ora bolas dona, mas será que não tem vergonha de fazer isso?? Até parece que é consciente assim!! Só me dei conta disso vivendo essa minha última relação, ELA com seu olhar analítico para os meus comportamentos foi me mostrando todas essas pequenas falhas ((modesta eu não??)).
Não sei quando nasceu em mim essa sensação de “super poder”, talvez da forma que meus pais tenham me educado, afinal filha mais velha então tinha que servir de exemplo e cuidar para que meus irmãos não se machucassem. Sei lá!! Sempre fui muito cobrada, não podia demonstrar fraqueza, desistir ou mesmo reclamar de algo.
Num outro post explico melhor porque essa cobrança tão chata deles comigo. Agora tenho que ir cuidar... da vida ((afffffff)).


sábado, 9 de abril de 2011

senta que lá vem....

Ainda bem que acabou o dia... As vezes parece que uma nuvem negra paira sobre nossa casa, tudo vai começando a desmoronar aos pouquinhos.
Acordamos teoricamente bem, FILHOTE já tinha levantado e ido assistir desenho na tv, normalmente ele só sente fome depois de pelo menos duas horas já acordado ((ele é uma criança complicadinha pra comer)), então ficamos na cama cochilando mais um pouquinho. Na hora de levantar brincadeiras, cócegas, risadas e muito carinho. Até que ((tchan tchan ran ran)) a net não funciona, ELA fica fula e descarrega a raiva em mim ((no poder da minha mente)) o mau humor começa a imperar pela casa, FILHOTE faz birra e começa a chorar, AUAU sobe no sofá e morde brinquedo, ELA discuti com a moça da velox e xinga todo mundo. Vira tudo um inferno e adeus final de semana em paz.
São esse detalhes que me fazem crer que a separação é o melhor pra nós duas, ELA está saturada de uma vida que não é a que tinha planejado pra si, cabe a mim compreender. Nem toda mulher quer filhos, cachorro, casa e problemas pra cuidar... Eu sou uma pessoa que carrega um pacote imenso ((diga-se de passagem)), qualquer pessoa que venha a relacionar-se comigo tem que pensar bastante na mudança que trará a sua rotina. Entendo quando ELA faz queixas do tipo "quero um tempo pra mim, quero ficar só", na verdade também adoraria as vezes, mas como fazer isso?? Quem irá preparar o almoço, limpar o xixi do cachorro, arrumar a bagunça da casa, fazer compras?? É simplesmente por isso que não julgo ELA e não estou contra a decisão de nos separarmos por mais que queira viver o resto de minha vida ao lado dELA, tenho plena consciência de que não tenho para oferecer aquilo que ELA está buscando pra si.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A dor que não quer calar...

É incrível como uma separação dói, por mais que você compreenda e até mesmo em seu íntimo saiba que é a coisa certa a ser feita. Estou me sentindo sem chão. Depois de 2 anos juntas e de inúmeras discussões concluímos que o melhor a ser feito é voltarmos a ser somente amigas, será que isso é realmente possível?
Não sei se para alguma das duas pode doer menos afinal quem vai leva a saudade e quem fica tem a companhia das lembranças ♥ Casamento desfeito não tem pra onde correr é ruim e fim ♥
Decidimos ficar morando juntas por um tempo até organizar tudo, além do que tem o FILHOTE envolvido e por obrigação temos que ser maduras e equilibradas para passar tudo isso a ele, principalmente porque quando chegar o dia do adeus ELA irá retornar a Minas e não poderão se encontrar quando a saudade bater.
Ainda assim não tem um dia que acorde e não pense o quanto poderíamos ter sido mais isso, ou menos aquilo, para que essa relação não tivesse fim. Desde a morte do pai dELA ficou complicado estar longe da família, posso compreender o ponto de vista dELA, afinal estamos numa cidade onde ELA além de não ter referência, temos que conviver com minha família recriminando a nossa relação. Então por que não ir embora? As nossas queixas poderiam resumir somente a isso, ai aiii como gostaria que fosse assim!!
Cometi tantas falhas, em pontos que considero imperdoáveis, talvez seja isso o que facilita a minha identificação da chegada do ponto final. Não tenho mais para onde correr, não tenho mais desculpas para tirar da cartola e nem declarações românticas para recitar enquanto me derramo em lágrimas, nas juras ELA não acredita mais e meus perdões ELA já cansou de ouvir. Tem toda razão de partir...
Gostaria tanto de ter um rumo novo pra dar a nós, um caminho que fosse feliz e harmonioso como havia sonhado um dia. Vê-la caminhar pela casa, falar, sorrir e me contentar em somente conversar com ela. Dormir ao seu lado sem toca-la e ama-la como meu ser por inteiro deseja é extremamente frustrante. Agora o que não controlei do meu ciúmes tenho que dosar na marra, o que me desesperei por não saber onde andava e com quem estava tenho que enfrentar calada, tantos alertas recebi e me fiz de surda.
♥♥ Vou respirar fundo para pegar fôlego e seguir, o caminho é longo e sigo sozinha ♥♥

Soneto da Separação - Vinícius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

minha justificativa

Minha mente está envolvida por um turbilhão de sentimentos, nem sei como posso identifica-los para citar. Nem sei se há como faze-lo. Faltei a consulta com a psiquiatra por causa de uma "nova" confusão que surgiu em casa ((não suporto viver aqui)) novamente a síndica resolveu se envolver na minha vida e não aceitou que ELA* desse palpite no que aconteceu em nossa casa, porque na mente minúscula dessa senhora, ELA não é a proprietária do imóvel e não pode responder por nada. Com certeza se fosse casada com um homem essa palhaçada ((no sentido pior da palavra)) não teria acontecido.
Então ELA ao ser provocada respondeu a altura e a senhora resolveu sair gritando enlouquecida pelo corredor do edifício. Minha mente ainda sob o efeito ((graças aos céus)) do Rivotril não conseguia compreender com rapidez o que acontecia, enfim depois que cada uma entrou em sua residência só cabia ouvir as insatisfações dELA* sobre a maneira errada que eu havia conduzido a situação.
Outra discussão se estabeleceu em casa, novamente palavras foram proferidas sem pensar com todo o efeito das mágoas anteriores e de tudo de pior que já enfrentamos e mais uma vez acusações de displicência com a nossa relação. Choros, gritos, xingamentos e fim!! "Então chega, vá embora!!" ((pela milésima vez)). O que podemos fazer?? Não sei! Adoraria ter a resposta. Estou realmente sem forças pra enfrentar qualquer tipo de luta, estou sem ânimo até pra viver.

Agora, um pouco mais calma ((não menos deprimida)) li a seguinte matéria "Blog auxilia pessoas que sofrem de depressão". Sai a caça então de blogueiros que estivessem em situação parecida ((o que não desejo a ninguém)) e para minha surpresa encontrei!! Bem, sendo assim, "pensei com a minha cabeça" ((plagiando a Maria do BBB11)) vou fazer um troço desses e vê no que dar. Afinal, não dando em mais chateações fica tudo bem!! ((amém))

Como já devem imaginar ((eu espero)) ELA é uma forma carinhosa de identificar a minha futura ex-companheira...