terça-feira, 12 de abril de 2011

pura reflexão...

"Queria que você cuida-se de mim como uma companheira, não como mãe. Isso é brochante" Essa foi a frase que ELA me disse hoje, pois bem, fazer o que quando a outra pessoa tem toda razão? Quando consigo parar e analisar os meus comportamentos durante esses 2 anos vejo que em boa parte do tempo fui protegendo ELA como a um bebê. Acolhi de todas as experiências difíceis que poderia lhe acontecer, fiz cobranças como se tivesse que orientá-la para a vida, quis que terminasse o curso, le-se mais, ficasse menos na internet, dormisse nos horários certos, lembra-se do remédio de diabetes... Enfim, exagerei!!!
Quando penso em tudo isso acho que no fundo eu é quem gostaria de ter alguém que cuidasse um pouco de mim e me fizesse dengos, me tratasse com esse cuidado meloso... Não faço por dominação, até porque não tenho pretensão de aprisionar ninguém, fiz ((ou faço)) porque me preocupo demais com os outros, sempre tive isso em mim. Quando me perguntam por que me afastei da maioria das amizades de adolescente a principal razão é essa, não sei qual a medida do cuidar. Do grupo de amigas sempre fui aquela que bastava a coisa apertar e surgia para apagar o incêndio, a que ficava ao lado ouvindo todas as mágoas, enxugando as lágrimas e tendo ((uma necessidade interna minha)) que descobrir como resolver os problemas alheios. Então para a minha saúde mental deixei tudo de lado e fui cuidar de mim, parei de socorrer feito ambulância, não atendia aos chamados e de repente os amigos sumiram. Por um tempo deprimi bastante, pois não esperava uma atitude dessas, mas depois acabei esquecendo como era viver cercada de gente e com mais um tempinho nasceu o FILHOTE e saciou o meu desejo de cuidar de alguém.
Ou seja, nunca aprendi a dosar isso em mim. Nas relações cuido, cuido e cuido até o momento em que me vejo cansada desse papel e quero pular fora. Daí a culpa da falência era porque a outra pessoa não tinha atitude, não se virava sozinho e sugava demais de mim... Ora bolas dona, mas será que não tem vergonha de fazer isso?? Até parece que é consciente assim!! Só me dei conta disso vivendo essa minha última relação, ELA com seu olhar analítico para os meus comportamentos foi me mostrando todas essas pequenas falhas ((modesta eu não??)).
Não sei quando nasceu em mim essa sensação de “super poder”, talvez da forma que meus pais tenham me educado, afinal filha mais velha então tinha que servir de exemplo e cuidar para que meus irmãos não se machucassem. Sei lá!! Sempre fui muito cobrada, não podia demonstrar fraqueza, desistir ou mesmo reclamar de algo.
Num outro post explico melhor porque essa cobrança tão chata deles comigo. Agora tenho que ir cuidar... da vida ((afffffff)).


Nenhum comentário: